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22Ago

A Quarta Revolução Industrial vai redefinir a relação entre negócios e tecnologia

InovaçãoThinking Business

Este artigo apareceu pela primeira vez na "Era da Informação - Percepção e análise para os líderes de TI", Publicado por Nicholas Ismail em 19 de agosto de 2016

A Quarta Revolução Industrial deu um nome ao encontro de tendências globais que provocarão uma profunda transformação de negócios e tecnologia

Algo realmente grande está acontecendo, e isso não é um exagero quando Klaus Schwab, presidente executivo do WEF (World Economic Forum) diz:

"Nós estamos à beira de uma revolução tecnológica que irá alterar fundamentalmente a maneira como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Em sua escala, escopo e complexidade. Essa transformação será diferente de tudo que a humanidade já experimentou. ”

Executivos de negócios e tecnologia são tentados a ver isso como um exagero normal que rodeia as principais novas tecnologias, como a Internet das Coisas (IOT), Big Data, e Cloud.

Embora esta tecnologia seja excitante e um componente chave da Quarta Revolução Industrial, as mudanças são mais profundas e mais substanciais do que apenas uma caixa de ferramentas expandida.

Temos escrito sobre essa transformação que se aproxima já faz algum tempo, e o que está à frente não é simplesmente mais uma tecnologia, mas sim uma reformulação radical das relações entre recursos de tecnologia e oportunidades de negócios.

É uma mudança fundamental que muda o papel da tecnologia, de criação de "ativos digitais" para ser incisivamente incorporada à um "negócio digital", uma organização pela qual a maioria das oportunidades de mercado são moldadas e possibilitadas pela tecnologia.

A tecnologia da Informação (TI) começou como uma função de suporte ao negócio, permitindo escalabilidade e eficiência, como parte da terceira revolução industrial.

Ao mesmo tempo que a informação importava, ela não era a principal fonte de valor do negócio, de modo que o desenvolvimento tecnológico pôde muitas vezes avançar em seu próprio curso lento e constante, separado do tumulto de um mercado em constante mudança.

Com o aumento das oportunidades de mercado alavancadas por tecnologia, os líderes empresariais passam a colaborar mais estreitamente com os tecnicos, vendo-os como parceiros no desenvolvimento de serviços e produtos diferenciados.

Agilidade tornou-se amplamente aceita e equipes de desenvolvimento centradas em produtos adotaram técnicas de foco no mercado como “user centered design” e “lean startup thinking”.

Esta colaboração no nível da equipe foi o início da mudança da terceira para a quarta Revolução Industrial.

O passo final nesta evolução exige uma atitude disruptiva em toda a empresa; uma nova forma de pensar e de trabalhar que move a tecnologia para uma posição onde ela é o elemento principal de novas oportunidades de negócios.

Na ThoughtWorks nós chamamos isso de "tech-at-core" e é literalmente a grande virada.

“Tech-at-core” remodela a abordagem para a criação de oportunidades de negócios e força as mudanças fundamentais na forma como as organizações trabalham.

Embora tenha havido sempre empresas inovadoras orientadas por tecnologia, elas eram vistas como um aglomerado de companhias da NASDAQ competindo dentro do seu próprio clube privado.

Esse já não é mais o caso, atualmente todo negócio é fundamentalmente um novo tipo de negócio digital tendo a tecnologia como core.

A explosão de oportunidades do “Tech-at-core”

Novas tecnologias da Quarta Revolução Industrial vão incentivar a criação de novos modelos de negócios disruptivos, criando um novo tipo de oportunidade onde será possível reinventar todo o ecossistema da indústria.

Essas possibilidades são ao mesmo tempo profundamente ameaçadoras e imensamente excitantes. Elas estão forçando a área de negócios e de tecnologia a desenharem juntas e de forma compartilhada a responsabilidade pelo futuro.

Isso não é apenas sobre o uso de uma nova tecnologia ou a introdução de um novo produto.

A história do Uber sofre da superexposição, mas mesmo com toda essa exposição dedicado a ele, o seu ponto fundamental de mudança é muitas vezes perdido.

O Uber não apenas proporcionou uma melhor oferta de serviços ou encontrou um uso inovador para a tecnologia móvel – ele redefiniu as regras de uma indústria.

Em “Big Bang Disruption”, Larry Downes e Paulo Nunes descrevem como esses concorrentes disruptivos entram no mercado melhores, mais baratos e mais personalizados.

No Uber, Garrett Camp and Travis Kalanick fizeram isso arquitetando fundamentalmente um novo ecossistema de negócios com um conjunto radicalmente diferente de restrições de operação.

Em vez de ficar preso a capacidade fixa de uma empresa de táxi, que é adquirida e mantida a um alto custo, o Uber junta preços variáveis com capacidade sob demanda para responder automaticamente sobre disponibilidade e necessidades de viagem.

Eles colocam mais carros na rua quando é preciso e simultaneamente, evitam pagar por capacidade não utilizada quando há pouca demanda.

Uber tornou-se o exemplo do impacto disruptivo, não porque seja uma dramática inovação tecnológica, mas porque usou tecnologias amplamente disponíveis com novas estratégias criativas de negócios.

A sua aplicação móvel não era tecnicamente inovadora, mas redefiniu o modelo de captura de clientes.

Táxis tradicionais foram obrigados a usar o mesmo recurso limitado de obter receita percorrendo as ruas em busca clientes.

O Uber evita essa ineficiência com um modelo de solicitação pelo cliente e que serve mesmo para períodos de baixa demanda, com um carro que pode estar a poucos quarteirões de distância.

Não é uma concorrência leal.

É por isso que levou apenas quatro anos após o lançamento do Uber na cidade de Nova York em 2011 para colocar mais motoristas na rua do que as tradicionais empresas de táxi da cidade.

A Mudança invasiva

Tech-at-core deve ser visto como a possibilidade de entregar aos negócios inovadores um espectro completo de capacidades que variam da disrupção radical à eficiência implacável.

Esta transformação não está limitada ao TI ou a pequenos times específicos.

Não apenas cada negócio agora é um negócio digital, mas cada parte de um negócio também é digital.

Como resultado, um crescente time de CXO´s está emergindo para liderar a aplicação de tecnologia por toda a empresa.

Esses líderes estão desenvolvendo capacidades empresariais em todo o espectro da tecnologia permitindo novas oportunidades de negócios.

publicação original: http://www.information-age.com/technology/applications-and-development/123461886/fourth-industrial-revolution-redefines-relationship-between-business-and-tech

Pedro  Cortonesi
Pedro Cortonesi

Pedro Cortonesi é Engenheiro Eletricista formado pela FEI (Faculdade de Engenharia Industrial), com Pós-graduação em Marketing, Especialização em Empreendimentos na área de Petróleo e Mestre em Administração de Empresas na área de Gestão da Inovação. Possui mais de 30 anos de experiência na indústria, sendo grande parte na área comercial, em posições de Marketing & Vendas, em empresas de médio e grande porte. Pedro é atualmente Senior Marketing Manager na Schneider Electric e sócio licenciado da Bizup Consulting, empresa de consultoria empresarial. Pedro também é professor da Febracorp University na área de Inteligência de Mercado.