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<!--:pt-BR-->Qual é a sua definiçao de inovaçāo? Eu já escolhi a minha...<!--:--><!--:en-->Innovation<!--:-->
13Fev

Qual é a sua definiçao de inovaçāo? Eu já escolhi a minha...

Inovação

Como definir inovação de uma forma simples e objetiva?

A pergunta do titulo acima é realmente provocativa... muitas vezes parece que cada um tem sua própria definiçāo!

Se buscarmos na internet por essa definição, encontraremos mais de 3 milhões de links....

Mais do mesmo? Na grande maioria das vezes sim....

Bem, se é para escolher uma, prefiro a ajuda de quem se dedicou a estudar o assunto!

Uma das definições que eu encontrei e adotei foi a apresentada por Ernest Gundling, Ph.D. pela Universidade de Chicago e autor do livro “THE 3M WAY TO INNOVATION: balancing people and profit”.

A definição é quase uma fórmula (acho que é por isso que eu gostei e adotei):

New Ideas(NI) + Actions(A) --> Value (V)

if V > 0, than (NI + A= I)

I = Innovation

Traduzindo...novas ideias, devidamente trabalhadas (Estudos, Pesquisas, Protótipos, Business Cases, Pilotos) só serão inovação caso gerem valor para alguém.

Também boas ideias sem açāo alguma, são no máximo boas ideias... e  continuam a frequentar e permanecer nas mesas dos bares durante gostosos happy-hours!

Voltando à fórmula do nosso professor, aqui cabe uma ressalva...valor percebido varia em abrangência, relevância e originalidade, ou seja, o valor medido em 3 dimensões.

Assim sendo, uma inovação pode ser relevante e abrangente e não necessariamente original para um determinado grupo, porque o conceito de originalidade será restrito àquele grupo que ainda nāo se beneficiava do valor gerado.

Também por esse ponto de vista, fica fácil perceber que quando uma inovação é significativamente importante nos 3 eixos, ela será considerada disruptiva e com capacidade de revolucionar a indústria e a sociedade.

Algumas inovações disruptivas modificaram definitivamente o mundo, e o tornaram como o conhecemos hoje.

Vejam nos exemplos abaixo se elas não atenderam as 3 dimensōes das quais nos referimos acima:

 

  • A máquina a vapor, as locomotivas, as estradas de ferro a industrialização de processos --> 1ª revolução industrial (1765)
  • A eletricidade, os motores a combustão interna, o telégrafo, as linhas de produção (produção em massa), os automóveis -->  2ª revolução industrial (a partir de 1870)
  • A energia nuclear, o transistor, o microprocessador, o computador, a automação industrial e o PLC --> 3ª revolução industrial (a partir de 1969)
  • A Internet das Coisas (IoT) a Digitizaçāo, os apps, os Market-Places, Big Data, Inteligência Artificial, o sequenciamento do genoma humano, as criptmoedas... definitivamente tudo e todos conectados 24 horas por dia. Atualmente está em curso a quarta revolução que não é só industrial, mas também social que se baseia na terceira revolução e na revolução digital que vem ocorrendo desde meados do século XX. Esta quarta revolução com expansão exponencial caracteriza-se pela fusão de tecnologias (física, digital e biológica) para revolucionar completamente indústrias em todo o mundo da forma como as conhecemos. Desafia também os atuais modelos de negócios, trazendo enormes possibilidades em todos os setores -->  4ª revolução (a partir dos anos 2000).

Nada acontece do nada, nos exemplos acima, com certeza houve muito trabalho e investimentos desde a primeira ideia ate os resultados se materializarem.

Nem toda inovaçāo muda o mundo, e dificilmente uma única inovaçāo causará sózinha uma nova revoluçāo. Mas também mais do que bem vindas sāo as pequenas inovaçōes que acontecem diariamente, muitas delas ligadas à uma nova e simples forma de ver o mundo, mas isso é assunto para outro post!

Pedro  Cortonesi
Pedro Cortonesi

Pedro Cortonesi é Engenheiro Eletricista formado pela FEI (Faculdade de Engenharia Industrial), com Pós-graduação em Marketing, Especialização em Empreendimentos na área de Petróleo e Mestre em Administração de Empresas na área de Gestão da Inovação. Possui mais de 30 anos de experiência na indústria, sendo grande parte na área comercial, em posições de Marketing & Vendas, em empresas de médio e grande porte. Pedro é atualmente Senior Marketing Manager na Schneider Electric e sócio licenciado da Bizup Consulting, empresa de consultoria empresarial. Pedro também é professor da Febracorp University na área de Inteligência de Mercado.