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06Nov

Inovação Disruptiva, você sabe o que significa?

InovaçãoAcademia

A inovação disruptiva é um termo cunhado pelo professor Christensen, e descreve um processo pelo qual um produto ou serviço enraíza-se inicialmente em aplicações simples na base do mercado e, em seguida, move-se para cima da pirâmide, eventualmente deslocando concorrentes já estabelecidos.

Mas quem é o professor Christensen?

Clayton Christensen é professor de Administração de Empresas na Harvard Business School. Ele é considerado um dos maiores especialistas mundiais em inovação e crescimento e suas ideias têm sido amplamente utilizadas em indústrias e organizações em todo o mundo.  Em 2011, em uma sondagem de milhares de executivos, consultores e professores de escolas de negócios, Christensen foi nomeado como o pensador empresarial mais influente do mundo. (1)

Um dos livros mais famosos de Clayton Christensen é  o best-seller “O Dilema da Inovação”, que recebeu o Global Business Book Award como o melhor livro de negócios do ano em 1997 e em 2011 o livro foi eleito pela The Economist como um dos seis mais importantes livros sobre negócios já escritos.

 

Mas o que a palavra “disruptivo” significa?

À medida que as empresas tendem a inovar mais rapidamente do que as necessidades de seus clientes, a maioria das organizações acaba por produzir produtos ou serviços que são realmente muito sofisticados, muito caros e muito complicados para a grande maioria dos clientes em seu mercado. Ficam, portanto, concentradas nas camadas mais altas da pirâmide, onde se cobram preços mais altos para clientes mais sofisticados, gerando portanto uma maior rentabilidade. O professor Christensen classificou esse processo como “Inovação Sustentável”.

No entanto, ao fazê-lo, as empresas abrem involuntariamente a porta para "inovações disruptivas" na base do mercado. Uma inovação disruptiva permite que toda uma nova população de consumidores na base do mercado tenha acesso a um produto ou serviço que foi historicamente acessível apenas para os consumidores com maior poder aquisitivo.

Exemplos clássicos de Inovações Disruptivas são a dos “computadores pessoais x mainframes” e a dos “telefones celulares x telefonia fixa”.

As características dos negócios disruptivos, pelo menos em seus estágios iniciais, podem incluir: menores margens brutas, mercados-alvo menores e produtos e serviços mais simples que podem não parecer tão atraentes quanto as soluções existentes.

Inovação Disruptiva, portanto,  é aquela que transforma produtos caros em acessíveis.

Christensen defende que a inovação disruptiva é a que promove o crescimento do emprego, cria novos mercados, combate o não consumo, traduzindo em um efeito econômico multiplicador na cadeia.

O vídeo com pouco mais de 7 minutos, apresenta uma entrevista com o professor Clayton, onde ele explica o conceito de Inovação Disruptiva com exemplos e de uma forma muito clara e que vale muito a pena ser assistido!

Referências/ Fontes:

 (1) http://www.claytonchristensen.com/key-concepts/

http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/inovacao-na-pratica/2015/11/11/nao-e-qualquer-inovacao-que-promove-crescimento/ - post de 11-11-15

Pedro  Cortonesi
Pedro Cortonesi

Pedro Cortonesi é Engenheiro Eletricista formado pela FEI (Faculdade de Engenharia Industrial), com Pós-graduação em Marketing, Especialização em Empreendimentos na área de Petróleo e Mestre em Administração de Empresas na área de Gestão da Inovação. Possui mais de 30 anos de experiência na indústria, sendo grande parte na área comercial, em posições de Marketing & Vendas, em empresas de médio e grande porte. Pedro é atualmente Senior Marketing Manager na Schneider Electric e sócio licenciado da Bizup Consulting, empresa de consultoria empresarial. Pedro também é professor da Febracorp University na área de Inteligência de Mercado.