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12Fev

Por que ninguém se entende?

GestãoThinking Business

Esse é um problema cada vez mais presente nas empresas, falta de compreensão entre as pessoas! Muitas são as causas, mas uma delas tem sido presença constante no meu trabalho e vou detalhar....

Durante as inúmeras sessões de aperfeiçoamento da comunicação profissional que tenho feito com executivos preocupados em desenvolver essa competência para aproveitar melhor suas capacidades no ambiente profissional uma pergunta tem sido constante:

"COMO FAÇO PARA ME COMUNICAR MELHOR ENTRE PROFISSIONAIS DE DIFERENTES GERAÇÕES NA MINHA EQUIPE?? COMO PODEMOS NOS ENTENDER?"

Essa preocupação tem fundamento e é necessária. Ao detalharmos as queixas deles encontramos alguns "lamentos" como o de que aquele rapaz/aquela moça tem pouco comprometimento ou de que aquela senhora/aquele senhor é "devagar demais, para apontar dois exemplos muito comuns no discurso de excelentes profissionais com os quais tenho tido a oportunidade de trabalhar.

Cada geração tem um perfil diferente de ser e de se comunicar! Isso é um fato e não tem mais volta! O que importa agora é fazer dar certo! É bom para todas as empresas contar com profissionais das gerações X, Y, Z, Baby Boomers, Millennials e/ou qualquer outro nome ou designação que aparecer!

A grande questão é que, para que a comunicação seja eficiente para os dois lados da conversa, é necessário QUERER se comunicar, QUERER que dê certo!

Lidar com as diferenças entre gerações faz parte do contexto de trabalho e é um caminho sem volta! QUE BOM!!! Não pense que estou falando sobre como lidar com os mais jovens ou com mais velhos! Isso já era!!

A situação aqui é uma rua de via dupla!

Além de querer, as duas gerações, ou mais de duas, precisam se conhecer bem para poder se comunicar, se relacionar, de forma mais clara e eficiente. Ter autoconhecimento faz com que possamos decidir quais palavras usar, de que forma usar e, também, ter ciência do que é responsabilidade de cada um naquela conversa.

Outro aspecto relevante para o agravamento desse problema é que não há uma orientação única que eu possa oferecer aqui e que atenda a todas as dificuldades existentes nas relações profissionais. A comunicação é viva, a linguagem oral é constantemente alterada e atualizada, além disso, cada tipo de relação profissional é específica e requer um tipo de orientação específica. É fundamental uma orientação "taylor made"- sob medida para cada profissional, empresa, área, etc.

Acredito que é por isso que tenho tido tanta demanda para auxiliar profissionais que gerenciam equipes.

Duas dicas bem gerais que posso deixar aqui:

  1. Queira se comunicar com as pessoas dentro do ambiente profissional e na vida.
  2. Fale para que o outro te entenda, não para você mesmo.

Não tenho intenção, nem desejo, de detalhar TODAS as diferenças num artigo aqui, mas se você tem esse tipo de preocupação, pode me contatar que terei prazer em ajudar.

www.linguagemdireta.com.br

Post originalmente publicado no linkedin da Profa. Dra.  em 06.01.17

Juliana Algodoal
Juliana Algodoal

Doutora em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem na área Análise do Discurso em Situação de Trabalho, Mestre em Distúrbios da Comunicação e Fonoaudióloga todos pela PUC/SP. Foi professora de diversos cursos de especialização em voz, com destaque para o Curso de Voz Profissional da PUC/SP e de diversos cursos de Fonoaudiologia com destaque para o da Universidade Mogi das Cruzes. Professora convidada do Master em Gestão de Pessoas da EAESP/FGV e do curso de especialização em Fonoaudiologia do Trabalho (EAD) do IEAA. Foi da diretoria e do conselho administrativo da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa) e da diretoria do Conselho Regional de Fonoaudiologia- segunda região (CRFa-SP). Recebeu o Prêmio Destaque em Voz da SBFa por ter aberto novos caminhos de atuação para os fonoaudiólogos brasileiros. Tem diversos trabalhos publicados no Brasil e no exterior. Certificada pelo Método Quantum e Kahler Trainer –Process Communication Model. Sócia da Linguagem Direta (www.linguagemdireta.com.br)