Thinking no background 2
<!--:pt-BR-->Sua última apresentação foi bem ruím e você nem se deu conta disso!<!--:--><!--:en-->Sua última apresentação foi horrível e você nem se deu conta disso!<!--:-->
25Jul

Sua última apresentação foi bem ruím e você nem se deu conta disso!

Thinking BusinessLivro do Mês

Quando eu estava na faculdade e também no início da minha carreira, na metade da década de 1980, os recursos para se fazer uma apresentação para a diretoria, para clientes e até mesmo em sala de aula eram bastante limitados.

Usávamos ‘trasparências”, que nada mais eram do que lâminas de acetato transparentes que necessitavam um projetor (um equipamento grande e pesado que continha uma lâmpada, um ventilador e um par de lentes) para projetar o conteúdo desse acetato sobre uma tela ou uma parede branca.

As limitações tecnológicas da época também faziam com que o tempo gasto com apresentações fossem bastante reduzidos. Escrevíamos sobre essas lâminas com canetas especiais ou reproduzíamos cópias de páginas de livros, artigos ou textos datilografados! A cada alteração necessária, uma dessas transparência ia para o lixo e não eram nada baratas!

Claro que isso parece um pouco “Jurássico” vendo agora ...mas era a realidade daquela época. Claro que isso foi antes da massificação do uso de computadores e do desenvolvimento de softwares de apresentação como o “Power Point” e do “Prezi”.

A facilidade do uso dessas ferramentas a custo zero fez com que praticamente não existam mais reuniões ou aulas sem as famosas “apresentações”, os PPTs. Nada contra, mas nem sempre usada para potencializar os objetivos da reunião, e algumas vezes mais prejudicam do que suportam quem está fazendo uso dela.

Li recentemente o livro “TED TALKS”, escrito por Chris Anderson, Presidente do TED. Nesse livro ele dedica um capítulo inteiro aos recursos visuais utilizados nas palestras do TED e dá dicas bastante interessantes de como usar essa ferramenta. Sem prejuízo da leitura do livro, o que eu seguramente recomendo à todas as pessoas que utilizem essa ferramenta, apresento um pequeno resumo abaixo dos tópicos mais importantes desse capítulo:

  • “O uso mais óbvio para o uso de recursos visuais é simplesmente mostrar algo difícil de descrever em palavras”.
  • “...limite cada slide a uma única ideia central... hoje dez slides custam o mesmo que um slide. O único limite é o tempo da palestra”.
  • “...não faz sentido deixar um slide na tela depois que você já acabou de falar sobre ele”.
  • “De nada vale repetir na tela, em forma de texto, o que você está dizendo no palco”.
  • “A finalidade principal dos recursos visuais não deve ser comunicar palavras... A finalidade dos recursos visuais é mostrar aquilo que a boca não mostra tão bem: fotografias, vídeos, animações e dados importantes”.
  • “O estilo gráfico de uma exposição, com a escolha de fontes elegantes, ilustrações e/ou animações personalizadas, também pode torná-la irresistível”.
  • “Não utilize os templates padrão do aplicativo, ou sua apresentação ficará parecida com todas as outras, pois os templates acabam sendo limitadores”.
  • “De uma maneira geral fotos devem “sangrar”... é melhor mostrar três fotos sangradas em sequência do que três fotos juntas no mesmo slide... e deve-se colocá-las num slide preto”.
  • “Em geral, é melhor usar uma só fonte durante a apresentação...Na dúvida opte pela simplicidade”.
  • “Uma fonte minúscula cansa a vista da plateia. De modo geral, use caracteres com um corpo 24 ou maior”.
  • “Caso decida usar texto sobre uma fotografia, insira-o numa área em que a plateia consiga lê-lo”.
  • “Cor. Nesse ponto, as palavras fundamentais são simplicidade e contraste”.
  • “Depois de escolher fontes e cores, veja a apresentação no computador ou – muito melhor – num televisor ou com um projetor. Afaste-se de dois a quatro metros. Consegue ler tudo? As fotos parecem nítidas e sem pixelização? Caso contrário faça os ajustes necessários”.
  • “Não inclua coisas demais num slide, ou as pessoas se sentirão perdidas”.
  • “Caso tenha que incluir créditos (fotos/vídeos/autores), insira-os sempre no mesmo lugar, na mesma fonte e no mesmo corpo (não maior que 10) em cada slide.
  • “...são raras as ocasiões em que você deve mostrar clipes de mais de trinta segundos”;
  • “Você pode incorporar um filme à apresentação, mas antes de subir ao palco, lembre-se de se certificar com a equipe de som e vídeo que ele está funcionando”.
  • Sobre transições. “A regra prática é a seguinte: evite quase todas”.
  • Sobre o teste. “Os slides são nítidos e claros?... as fontes estão corretas?

Algumas dessas dicas parecem óbvias, no entanto quantos de vocês já não cometeram os mesmos erros ou assistiram apresentações ruins?

Uma vez que os recursos atuais são ao mesmo tempo, simples e abundantes, que tal fazer bom proveito deles para uma comunicação eficaz e assertiva?

Anderson, C. (2016). TED Talks – o Guia oficial do TED para falar em público. (Editora Intrínseca Ltda)

Pedro  Cortonesi
Pedro Cortonesi

Pedro Cortonesi é Engenheiro Eletricista formado pela FEI (Faculdade de Engenharia Industrial), com Pós-graduação em Marketing, Especialização em Empreendimentos na área de Petróleo e Mestre em Administração de Empresas na área de Gestão da Inovação. Possui mais de 30 anos de experiência na indústria, sendo grande parte na área comercial, em posições de Marketing & Vendas, em empresas de médio e grande porte. Pedro é atualmente Senior Marketing Manager na Schneider Electric e sócio licenciado da Bizup Consulting, empresa de consultoria empresarial. Pedro também é professor da Febracorp University na área de Inteligência de Mercado.