Thinking no background 2
<!--:pt-BR-->Matriz SWOT não é só mais um slide do seu power-point!<!--:--><!--:en-->Matriz SWOT não é só mais um slide do seu power-point!<!--:-->
08Jan

Matriz SWOT não é só mais um slide do seu power-point!

GestãoThinking BusinessCaixa de Ferramentas

Por que escrever um post sobre matriz SWOT, já que essa ferramenta já é tão conhecida?

A matriz SWOT é talvez uma das ferramentas mais empregada na área de negócios. O acrônimo vem do Inglês:

S             - Strenghs (Fortalezas)

W           - Weakness (Fraquezas)

O            - Opportunities (Oportunidades)

T             - Threats (Ameaças)

Mas apesar da sua ampla utilização, estou convicto em dizer que a maioria das vezes se emprega a ferramenta de maneira inadequada (ou no mínimo de forma pouco eficaz). Daí a razão do post...

Vamos lá então!

Primeiramente, vamos entender como essa matriz funciona. Quando analisamos nossas fortalezas (S) e fraquezas (W), estamos olhando internamente para a empresa.

Listar nossos pontos fortes sempre é mais fácil e em geral chegamos em uma lista bastante extensa (afinal somos orgulhosos da empresa onde trabalhamos).

Aí começam alguns dos problemas!!

Nem sempre aquilo que listamos como sendo nossos pontos fortes realmente o são, e muitas das vezes são somente a nossa percepção com relação ao que o mercado realmente enxerga. Conversar com os clientes e ter a visão deles sobre onde somos realmente bons é sempre recomendável para eliminar qualquer tipo de viés que possamos estar imprimindo à nossa análise. Principalmente quando nos referimos a atributos tais como: Qualidade, Pontualidade de Entrega, Imagem de Marca, Inovação, Design, etc.

Já quando falamos das fraquezas, muitas vezes somos poucos críticos aos nossos gaps de performance, cobertura geográfica, portfólio de produtos, atendimento ao cliente, etc. Temos que lembrar que esse exercício é apenas interno e, portanto, como diz o ditado “roupa suja se lava em casa! ”.

Não devemos nunca levar a análise das fraquezas para o lado pessoal ou emocional (as vezes até político), quer seja em uma empresa multinacional ou familiar. Aqui também um feedback do cliente sempre traz um respaldo importante para uma análise séria e com real objetivos na busca por melhoria.



"Uma sessão SWOT é uma excelente oportunidade para refletirmos o que fazemos bem, o que construímos de positivo para o negócio, mas também o quanto ainda podemos estar longe de onde gostaríamos de estar."

Quando analisamos as Oportunidades e as Ameaças o fazemos olhando o ambiente externo à empresa. As oportunidades podem ser de mercado, como por exemplo um crescimento acelerado de um determinado setor industrial no qual tenhamos algum fit, um concorrente que tenha resolvido deixar o mercado, ou de caráter político, econômico, regulatório ou mesmo tecnológico. Da mesma forma um novo entrante no mercado, um novo modelo de negócios empregado pelo concorrente, uma mudança na política econômica, pode representar uma ameaça ao negócio.

O ponto é, o que fazer com essa lista de bullets colocadas nos quatro famosos quadrantes da matriz SWOT? Por que incluímos isso nos nossos planos de marketing ou de negócios? O que tiramos de conclusivo, de aprendizado ou de plano de ação?

Fico muito tranquilo para responder que em geral, nada se faz com isso, além de simplesmente termos preenchidos mais um template do power-point!.

Mas essa não é a forma inteligente e eficaz de fazer. Já que gastamos todo esse tempo discutindo cada um dos bullets que colocamos na matriz, vamos usá-los agora adequadamente e com o objetivo de tirarmos proveito desse trabalho para o nosso negócio.

Fazemos, portanto, o que se chama de cruzamento de quadrantes, ou seja, uma matriz de duas linhas com duas colunas nos permitem quatro resultados, ou na verdade quatro tipos de planos de ação:

O que fazer para aproveitarmos as oportunidades de mercado com as fortalezas que possuímos? (OxS)

  • Plano agressivo de consolidação e/ou expansão sobre os concorrentes (ganho de market-share), aumento de receita, maximização de resultados - Market Driven Strategy.

O que fazer com as oportunidades frente as fraquezas que possuímos? (OxW)

  • Planos de ajuste baseado em priorização e timing, para capturar pelo menos parte da oportunidade - Market Driven Strategy (ativa).
  • Acompanhar de perto os movimentos dos principais concorrentes diante das oportunidades de mercado (passivo).

Como usar nossas fortalezas, face as ameaças de mercado? (TxS)

  • Plano de defesa, de alavancagem dos pontos fortes, dos recursos tangiveis e intangíveis (material, intelectual e organizacional), de inteligência comercial, de fidelização de clientes, de lobby, de especificação, etc. - Resources Driven Strategy (RBV e/ou VRIO).

O que fazer frente as ameaças com as fraquezas identificadas? (TxW)

  • Plano de sobrevivência (turn around), de nicho, de redução de custo, etc.
  • Plano de sobrevivência por alianças estratégicas - M&A Strategy.

 

Minha experiência mostra o quanto rico, profundo e as vezes até mesmo trabalhoso pode ser a condução de sessões de SWOT com análise cruzada.

"A Matriz SWOT quando bem empregada pode ajudar a direcionar o seu "next move", ajudando na priorização dos seus planos de ação, alocação de recursos e esforço da equipe."

Portanto não subestime o potencial da ferramenta! Na sua próxima sessão não deixe de utilizar a ferramenta de forma correta para que ela lhe proporcione um melhor entendimento do seu negócio, e dos planos que você deve conduzir para levar sua empresa para o próximo patamar!

Pedro  Cortonesi
Pedro Cortonesi

Pedro Cortonesi é Engenheiro Eletricista formado pela FEI (Faculdade de Engenharia Industrial), com Pós-graduação em Marketing, Especialização em Empreendimentos na área de Petróleo e Mestre em Administração de Empresas na área de Gestão da Inovação. Possui mais de 30 anos de experiência na indústria, sendo grande parte na área comercial, em posições de Marketing & Vendas, em empresas de médio e grande porte. Pedro é atualmente Senior Marketing Manager na Schneider Electric e sócio licenciado da Bizup Consulting, empresa de consultoria empresarial. Pedro também é professor da Febracorp University na área de Inteligência de Mercado.